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Largo Prof. Brás da Mota, 4850-525 Vieirado Minho

Descrição

A Casa Museu Adelino Ângelo está instalada num antigo solar, a Casa de Lamas, propriedade da Câmara, que se encontra localizado no centro de Vieira do Minho. É um edifício emblemático cujo interesse arquitectónico motivou a abertura de um processo de classificação, como Imóvel de Interesse Público.

 Dotado de dois pisos, uma capela e uma eira de assinaláveis dimensões, assume particular destaque um pátio interior, de planta triangular.

 A sua localização associada às características da área imediatamente envolvente conferem-lhe um ambiente sugestivo, rapidamente capaz de nos fazer viajar no tempo.

 É uma casa com uma movimentada história, bem à medida do contraste das gentes do Minho de então – grandes casas senhoriais a par das humildes da gente da gleba. No caso concreto, a “casa” nasce, uma parte, no século XVI, outra no século XVII, mas nos inícios da segunda metade do século XVIII, mais propriamente em 1728, por vontade de um homem desta região – Alexandre José de Lemos, é que se irá concluir, incluindo a capela. Muita foi a actividade deste homem e é dela recompensado com a atribuição de muitos títulos, cargos e funções: Comendador e Cavaleiro Professo na Ordem de Cristo, Familiar do Santo Ofício de Coimbra, Comandante das Milícias de Vieira do Minho. Em 1777 é nomeado cônsul da Republica de Génova, em Caminha. E, em 1779, são-lhes concedidas armas dos Vieiras e Lemos, por carta de brasão de D. Maria I. Aliás a sua pedra de armas vai reflectir isso mesmo, partidas na vertical, com metade dos Lemos e metade dos Vieiras. A Casa de Lamas foi sendo acrescentada ao longo dos tempos, mas, curiosamente, respeitando sempre a traça inicial.

A capela era um misto de habilidade de arte, com imagens de santos, vindos de Itália.

 Casa de Lamas é um símbolo da riqueza patrimonial de Vieira do Minho ao serviço da comunidade local e regional. Este tem como dever, preservar a memória histórica (espólio da Casa de Lamas) e Artística do Concelho e inseri-lo na vida cultural dos nossos dias.

 Na Casa Museu que tem o nome do Mestre Adelino Ângelo, nascido a 8 de Novembro de 1931, casa de seus pais, poderá apreciar a sua pintura – uma colecção de quadros que semestralmente será renovada, para que todos possam usufruir do conhecimento da sua obra impar no mundo da representação da vida cigana, bem com um dos maiores figurativos da pintura.

 A Casa Museu Adelino Ângelo está referenciada como um espaço de actividades culturais, nomeadamente exposições temáticas, direccionadas para a mostra e experimentação de exercícios artísticos de criadores, num cruzamento de diversas técnicas e suportes, de diferentes discursos artísticos e vários temas que reflectirão as mais variadas preocupações e problemáticas, presentes no “território” artístico actual. Será particularmente pertinente que estas exposições possam vir a constituir um reforço e um estímulo ao trabalho que cada artista possa vir a realizar.

Exposição temporária

Mulheres na Arte
13 Artistas

Na História da Arte, a mulher artista sempre teve pouca visibilidade ou mesmo nenhuma. A explicação para esta ausência resulta do fato de, até ao final do século XIX, as mulheres não estudarem artes plásticas uma vez que o acesso ao seu ensino lhes estava completamente interdito. Mas, apesar de todos os obstáculos criados, muitas foram as mulheres que não desistiram dos eu objetivo e enveredaram por  uma careira artística.
Ao olharmos hoje o lugar das mulheres artistas no mundo contemporâneo à luz do conhecimento da Historia da Arte, constatamos que têm agora incomparavelmente um lugar mais respeitado e reconhecido, com uma ampla divulgação dos seus trabalhos, marcando presença em museus e galerias por todo o mundo.
Nesta segunda exposição na Casa Museu Adelino Ângelo, exclusivamente reservada a artistas mulheres, estarão em exibição 14 obras que pertencem ao espaço temporal entre o ano 1987 e a obra mais recente 2015. Surge agora um novo desafio: encontrar o que terão em comum, para além do género, cada uma das 13 artistas. As diversas obras presentes testemunham o diálogo das diferentes gerações das autoras e são impressas em diferentes suportes e técnicas, traduzindo as vivências e reflexões sobre o pensamento cultural feminino, com uma mistura de sensualidade, ironia, provocação, romantismo, sedução, mistério e revelação.
Esta é a segunda mostra de um núcleo da Coleção de Arte Contemporânea da Fundação Portugal Telecom em Vieira do Minho, pensada e organizada na perspetiva de ir ao encontro do interesse e curiosidade do público e que esperamos poder proporcionar aos visitantes a oportunidade de, para além da observação das peças em exposição, procurarem por si próprios as motivações, as sensibilidades e as possíveis mensagens que estão por de trás de cada obra.

Horário

De segunda a Sexta das 9h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00
Sábado das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h00

Encerra ao domingo e aos feriados